Rogério Marinho critica Lula por manter “exército do Janones” e prevê “tempos turbulentos” no novo governo

O senador Rogério Marinho (PL-RN) avaliou como positivo o desempenho do Partido Liberal nas eleições de 2026, tanto no Rio Grande do Norte quanto no cenário nacional, apesar da derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. Ao comentar o resultado eleitoral, o parlamentar destacou o fortalecimento da legenda no Legislativo e afirmou que a oposição deve se preparar para enfrentar “tempos turbulentos” durante o novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No Rio Grande do Norte, Marinho ressaltou que o PL conquistou três das oito cadeiras na Câmara dos Deputados e elegeu sete dos 24 deputados estaduais, formando, segundo ele, a maior bancada da Assembleia Legislativa. O senador também afirmou que o partido recebeu 40% dos votos para deputado federal no estado.

“Nós éramos uma oposição e não éramos um governo. Nós tivemos 40% dos votos para a Câmara Federal, fizemos três dos oito deputados federais, fizemos a maior bancada também na Assembleia Legislativa, sete dos 24 deputados estaduais. Então, o nosso desempenho lá no Rio Grande do Norte foi bem razoável, poderia ter sido melhor”, declarou.

No cenário nacional, o parlamentar classificou como “extraordinário” o desempenho do PL e da direita, destacando a força das bancadas no Congresso, embora tenha reconhecido a derrota na eleição presidencial.

Marinho também criticou as primeiras declarações de Lula após a reeleição. Na avaliação do senador, o presidente mantém uma postura de confronto político e estaria associado a práticas de desqualificação de adversários. O parlamentar citou o deputado André Janones (Avante-MG) e afirmou que os cerca de 60 milhões de brasileiros que votaram na oposição merecem respeito.

“Cabe ao nosso grupo político manter a sua postura, manter a oposição a um governo que claramente faz mal ao país”, afirmou.

O senador também demonstrou preocupação com a condução da política econômica e criticou o que considera falta de compromisso do governo federal com o equilíbrio das contas públicas. Para Marinho, o Senado deverá exercer um papel de independência diante do Executivo.

“Vamos nos preparar para tempos turbulentos e, mais do que nunca, é necessário um Senado independente”, declarou.

Marinho concluiu afirmando que a oposição deverá atuar para conter medidas que, em sua avaliação, possam comprometer a estabilidade econômica e institucional do país.

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