Líderes apresentam perspectivas sobre segundo turno das eleições

Os deputados estaduais usaram o tempo regimental dos líderes, na sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (22), para falar sobre a atual conjuntura política e o que esperam sobre os pleitos eleitorais estadual e federal, dando a opinião deles sobre o assunto.

O deputado José Dias (PL) apontou como negativo o período em que o PT esteve no poder no Brasil. “A situação é muito mais dramática do que está sendo expresso aqui. O brasileiro está vendo a live que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) fez sobre o Nordeste. A região está se levantando e mostrando que tem consciência, impulsionado pela reação dos jovens. Os jovens estão forjando o destino deles, eles têm um caminho longo e largo pela frente”, disse.
Ele alertou que a resolução para os problemas é o voto e não a violência. “É importante saber que depende de nós resolvermos essa situação, não depende de violência ou golpe. Qualquer ato de violência só tem a finalidade de piorar a situação. As coisas se resolvem no voto consciente, pela mudança”, completou.

O deputado estadual Hermano Morais (MDB) também falou sobre o pleito eleitoral, mas focou na eleição estadual. “Temos a oportunidade, no segundo turno, de tomarmos nossas decisões no plano federal e estadual. Felizmente, estamos em uma democracia que nos permite a opinião divergente onde a escolha é de cada um. Que seja feito com maior respeito. Desqualificar ou depreciar a imagem daqueles que pensam diferente de nós não é a política que eu defendo”, discursou.

Ele aproveitou para fazer um balanço negativo do governo estadual. “O RN nunca esteve mergulhado em uma crise tão profunda do ponto de vista fiscal e financeiro. Falo isso baseado em números, é a triste realidade de hoje. Iniciamos o ano com déficit negativo R$ 3 bilhões, municípios não recebem o repasse constitucional, pensionistas e aposentados já recebem com alguns dias de atraso. A educação é a pior do país durante três anos e ainda tem quem comemore o fato de estarmos na penúltima colocação. É a triste realidade do RN, o governo teve a oportunidade de fazer o seu melhor durante 8 anos, mas os dados estão aí para serem analisados”. O deputado está candidato ao cargo de vice-governador, na chapa do candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra (União Brasil).

Já o parlamentar Ubaldo Fernandes (PV) fez menção de que domingo é um dia importante para o Brasil e para o RN. Ele falou da importância de a população escolher os representantes e fez um apelo para as pessoas irem votar, alertando para o alto índice de abstenção no estado no primeiro turno. “É a oportunidade que o povo tem de escolher os seus representantes”, falou.

Ubaldo Fernandes opinou sobre a atuação do governo do atual presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), que considerou positiva, ressaltando os programas sociais que ele implantou, como o Bolsa Família, o Pé de Meia, o Minha Casa Minha Vida, entre outros. “Acredito que o povo brasileiro não vai apostar em uma alternativa que não seja a de manter um estadista respeitado no mundo inteiro. Que ele possa novamente conduzir o destino do país, garantindo estabilidade econômica e a visão social que sempre teve. Vai ser um momento importante, de virada histórica”, disse. O deputado também demonstrou o apoio dele ao candidato ao governo do estado, Cadu de Lula (PT).

O deputado Luiz Eduardo (PL) comentou sobre a saúde pública do Rio Grande do Norte e mostrou preocupação com a fila de cirurgias eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS) no RN, que, de acordo com ele, enfrenta uma situação preocupante. “Segundo informações disponíveis no portal Regula Cirurgia do RN, mais de 50 mil pacientes aguardam procedimento cirúrgico no estado. Apesar de relatos de hospitais com salas cirúrgicas, equipamentos e equipes médicas disponíveis, mas que não recebem pacientes em quantidade incompatível com sua capacidade de atendimento. Ontem uma médica cirurgiã vascular chamou atenção para essa contradição”, narrou.

A fila única de cirurgia é uma iniciativa importante, pois permite organizar o acesso aos procedimentos com critérios de igualdade. O problema não é a existência da fila única, mas a dificuldade no fluxo de encaminhamento do paciente aos hospitais que possuem capacidade de realizar cirurgias”, acrescentou.

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