Dólar fecha abaixo de R$ 5 e atinge menor valor desde maio

Foto: REUTERS/Willy Kurniawan

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de ajuste nesta terça-feira (6), após a forte alta registrada na sessão anterior. O dólar comercial caiu 0,55% e fechou a R$ 4,975, menor cotação em quase cinco meses. Já o Ibovespa recuou 0,52%, aos 205.835 pontos, mas permaneceu acima dos 200 mil pontos.

No exterior, o dólar também perdeu força diante de outras moedas, enquanto as bolsas de Nova York avançaram. O petróleo fechou praticamente estável.

Dólar

O dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,55%, a R$ 4,975. Foi o menor valor de fechamento desde 12 de maio, quando a moeda terminou o dia cotada a R$ 4,895.

Durante a manhã, a moeda chegou a R$ 4,945, às 10h11, com queda de 1,14%. Com o resultado desta terça, o dólar acumula baixa de 9,37% em 2026. Nos dois últimos pregões, a queda chega a 4,62%, após o recuo de 4,12% registrado na segunda-feira.

A valorização do real continua relacionada à repercussão do resultado do primeiro turno das eleições. Investidores avaliam que uma eventual mudança de governo poderia reduzir o prêmio de risco dos ativos brasileiros e favorecer uma agenda de ajuste fiscal.

O movimento também foi influenciado pelo cenário internacional. O dólar recuou frente a moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o rand sul-africano e o peso chileno. O índice DXY, que acompanha a força da moeda americana em relação a seis divisas, caiu 0,31%, aos 101,848 pontos.

Ibovespa

Após subir 7,85% na segunda-feira e renovar máximas históricas, o Ibovespa recuou 0,52% nesta terça-feira, aos 205.835,29 pontos.

O índice oscilou entre 204.725,23 pontos, na mínima, e 209.522,60 pontos, na máxima. O volume financeiro negociado foi de R$ 58,06 bilhões.

Mesmo com a queda, o Ibovespa acumula alta de 10,46% em outubro e de 27,75% no ano. O recuo desta terça-feira foi considerado um movimento de realização de lucros após a forte valorização provocada pela repercussão do resultado eleitoral.

Petróleo

Os preços do petróleo fecharam praticamente estáveis. O mercado acompanhou as tensões geopolíticas no Oriente Médio e os sinais de aumento da oferta da commodity.

O barril do Brent, referência internacional, subiu 0,26%, para US$ 100,58. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 0,01%, para US$ 89,44.

Os investidores monitoraram as tensões envolvendo os houthis, no Iêmen, e a Arábia Saudita, além das condições de transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

Apesar das preocupações geopolíticas, sinais de oferta mais elevada limitaram a alta. O ministro de Energia da Arábia Saudita informou que o Oleoduto Leste-Oeste transportou 5,8 milhões de barris mesmo durante as hostilidades na região.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos também elevou as projeções para o preço do Brent e passou a estimar US$ 96 por barril em 2026 e US$ 84 em 2027.

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