A apuração dos votos nas eleições brasileiras é feita de forma automatizada e ocorre diretamente nas seções eleitorais. O processo utiliza urnas eletrônicas que funcionam sem conexão com a internet, além de contar com medidas de segurança para garantir a integridade dos dados.
Às 17h, pelo horário de Brasília, a votação é encerrada caso não haja eleitores na fila. Em seguida, a urna eletrônica inicia o processo de apuração e emite o Boletim de Urna (BU), documento impresso que registra a quantidade de votos recebidos por cada candidato, além dos votos brancos e nulos e do número de eleitores que votaram.
Uma cópia do boletim é afixada na própria seção eleitoral. Dessa forma, ele pode ser consultado por eleitores, partidos políticos e instituições que acompanham a eleição.
Após a emissão do boletim, os dados da urna são encaminhados a um ponto de transmissão definido pela Justiça Eleitoral. A partir daí, as informações são enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por uma rede privada utilizada para a transmissão dos resultados.
E se a urna apresentar defeito?
Segundo Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, os votos registrados em uma urna que apresenta algum problema são preservados e podem ser recuperados.
Nesses casos, os dados são transferidos para uma urna de contingência, permitindo a continuidade do processo de apuração sem perda dos votos registrados. De acordo com Valente, situações que exigem a substituição de urnas ocorrem em cerca de 1% dos equipamentos.
Depois que os dados de todas as seções eleitorais são recebidos, o TSE realiza a totalização dos votos e divulga o resultado das eleições.



