Produtores rurais do RN podem renegociar dívidas do crédito rural

Foto: Divulgação

O Banco do Brasil intensificou o atendimento a produtores rurais e cooperativas do Rio Grande do Norte que querem renegociar operações de crédito rural. As condições estão previstas na Medida Provisória nº 1.376/2026.

A medida cria regras especiais para a composição de dívidas de produtores que tiveram perdas por eventos climáticos ou de mercado. As perdas devem ter ocorrido em duas ou mais safras entre 2019 e 2025.

Os produtores contam com até dois anos de carência e taxas de 5% a 12% ao ano. Os valores seguem a regulamentação da linha de crédito. Mais informações estão no link

O banco estruturou uma esteira dedicada ao atendimento de clientes potencialmente elegíveis. As agências têm equipes reforçadas e suporte especializado para a adesão à medida provisória.

O objetivo é apoiar a recuperação da capacidade produtiva das propriedades e a regularização financeira dos empreendimentos. Também busca permitir a retomada dos investimentos e do fluxo de caixa com maior previsibilidade.

Atualmente, a instituição registra cerca de cinco mil operações na esteira de contratação. O modelo prevê o alongamento dos prazos das operações para até dez anos, com foco na continuidade da atividade agropecuária e na sustentabilidade do crédito.

A superintendente do banco no estado, Cristiane Maria da Silva Albuquerque, afirmou que a instituição atua próxima dos produtores para facilitar o acesso às condições. Segundo ela, a meta é dar mais segurança à gestão financeira e ao planejamento dos próximos ciclos produtivos.

A gestora reforçou que os produtores devem procurar uma agência para a análise individual de cada caso. Os interessados podem ir a qualquer unidade do banco para verificar se atendem às características do programa.

A contratação depende da análise das condições previstas na medida provisória. O produtor também precisa apresentar laudo técnico que comprove as perdas na produção ou a redução da renda bruta agropecuária esperada.

Em todo o país, a carteira agro do banco tem cerca de 113 mil clientes com operações potencialmente elegíveis, em um volume de até R$ 100 bilhões. Desse total, aproximadamente 36% são operações inadimplentes, e o restante é formado por operações adimplentes que foram prorrogadas ou renegociadas.

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