Hugo Barreto/Metrópoles
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou o sigilo na noite da última quinta-feira (10) sobre o contrato milionário entre a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o Banco Master. A publicidade do documento ocorreu após determinação do presidente da Corte, Edson Fachin, no âmbito das investigações sobre a instituição financeira.
Firmado em janeiro de 2024, o acordo previa honorários de 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos (R$ 3,64 milhões brutos), totalizando um valor potencial de R$ 131 milhões. Os pagamentos mensais foram realizados regularmente de fevereiro de 2024 até novembro de 2025, período em que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição. Ao todo, foram quitadas 22 parcelas, somando R$ 80,2 milhões repassados à banca de advocacia.
Entre as atribuições contratadas estavam a implantação de programas de integridade, consultoria em inquéritos policiais, procedimentos administrativos junto ao Banco Central, Receita Federal e CADE, além de representação em processos judiciais em todas as instâncias.
A edição do arquivo e a defesa
Relatório da Polícia Federal anexado à investigação aponta que metadados extraídos de dispositivos apreendidos indicam alterações no arquivo do contrato realizadas sob o registro de usuário do ministro Alexandre de Moraes na noite de 15 de janeiro de 2024.
Em nota oficial, o escritório Barci de Moraes confirmou a intervenção, justificando que a consulta ocorreu a pedido do setor de compliance da instituição para apurar potenciais impedimentos legais. A assessoria jurídica destacou que, como não havia previsão de atuação perante o STF, tribunal onde Moraes nunca julgou causas ligadas ao banco , o contrato foi validado e os serviços executados.
Com informações do Metrópoles



