Lá Reprodução / Redes Sociais
A decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impôs restrições à campanha de Renan Santos (Missão), acaba beneficiando politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL). A avaliação foi feita pelo colunista Leonardo Sakamoto durante o programa UOL News.
A medida do TSE determinou a suspensão da propaganda eleitoral digital de Renan e proibiu o candidato de participar de debates, entrevistas e sabatinas, além de paralisar os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. A punição ocorreu após a campanha deixar de informar os perfis oficiais nas redes sociais dentro do prazo legal de registro.
Segundo Sakamoto, a sanção atinge o principal reduto de atuação de Renan, cuja estratégia eleitoral é fortemente ancorada no ambiente digital. Ao tolher a presença online e a participação em sabatinas, o tribunal reduz drasticamente a capacidade do candidato de dialogar com seu público-alvo, situado no mesmo espectro ideológico de direita e extrema direita.
O analista destacou que o eleitorado de Renan compartilha afinidades com bases políticas ligadas a nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e o próprio Flávio Bolsonaro. Com o impedimento de seu concorrente no campo conservador, Flávio ganha espaço político e uma via facilitada para captar esse eleitorado em disputa.
Com informações do UOL.



