Fotos: Nelson Almeida/AFP | Carlos Moura/Agência Senado
Investigações da Polícia Federal apontam que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, mantinha uma relação próxima com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador de fraudes previdenciárias. A dupla, além de prospectar negócios no Ministério da Saúde, compartilhava festas regadas a uísque, incluindo um evento badalado em um barco no Lago Paranoá, em Brasília.
Os encontros ocorriam na mansão alugada pela empresária Roberta Luchsinger, que servia como ponto de encontro para reuniões com autoridades, empresários e lobistas. Testemunhas relatam que Lulinha e o “Careca do INSS” chegavam frequentemente juntos ao local em carros importados.
De acordo com a PF, Roberta foi contratada por sua proximidade com o filho do presidente e figuras petistas para viabilizar um contrato bilionário de canabidiol, configurando, na visão dos investigadores, uma sociedade oculta voltada à venda de influência no governo.
A investigação apontou também que a mansão recebeu visitas de ministros como Alexandre Padilha, Frederico de Siqueira e Wellington Dias, além de assessores presidenciais. Questionados, os ministros não comentaram agendas pessoais.
A defesa de Lulinha nega participação em reuniões ou uso do endereço para fins de lobby, afirmando que ele frequentava a residência de forma esporádica e pontual. Atualmente, Lulinha mora com a família em Madri, na Espanha.
Com informações da VEJA



