Foto: Vittor Salles/Campanha Flávio Bolsonaro
No xadrez político da disputa eleitoral, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) aposta em três fatores para virar a eleição no segundo turno: ampliação votos em estados chave e que costumam ser decisivos, união da direita e ainda exploração da força do antipetismo.
Dentro deste cenário, a avaliação é de que Lula teria pouco espaço para crescer, enquanto Flávio poderia herdar em um eventual 2º turno, a grande maioria dos votos dados a Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) no 1º turno.
Em cada estado chave, uma estratégia
São Paulo
Considerado um dos principais focos da estratégia. A campanha prevê a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no primeiro turno, o que deixaria o governador livre para apoiar Flávio na etapa decisiva.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também deve atuar pela candidatura. A equipe acredita que a força dos dois pode ampliar a vantagem de Flávio no estado, que reúne 21,5% do eleitorado brasileiro.
Nordeste e Minas
Ceará, Bahia e Pernambuco também são vistos como estratégicos. A expectativa é de que as disputas estaduais sejam definidas no primeiro turno, liberando lideranças locais para se posicionarem na eleição presidencial.
O PL calcula que Flávio possa ampliar sua votação no Nordeste em relação ao desempenho de Jair Bolsonaro em 2022.
Minas Gerais
Em Minas Gerais, a campanha aposta na fragmentação da direita na disputa pelo governo e na dificuldade de Lula para consolidar um candidato no estado.
Goiás
Em Goiás, a estratégia passa por Ronaldo Caiado. Ex-governador e líder nas pesquisas presidenciais no estado, ele poderia transferir parte de seus votos para Flávio no segundo turno.
Segundo os cálculos da campanha, esse movimento poderia elevar em até 30% a votação do candidato no estado.



