Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no 2º trimestre e anuncia R$ 17,4 bilhões em dividendos

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado 96,8% superior ao apurado no mesmo período do ano passado. O desempenho representa um dos maiores da história da companhia e foi impulsionado, principalmente, pela forte valorização do petróleo no mercado internacional e pelo aumento da produção de óleo e gás. As informações constam no balanço financeiro divulgado pela estatal e foram repercutidas por veículos como Folha de S.PauloEstadão e O Globo.

Com o resultado, o Conselho de Administração da empresa aprovou a distribuição de R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas. Como acionista majoritário, o governo federal ficará com uma parcela significativa desses recursos.

O segundo trimestre foi marcado pelos impactos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado global de energia. Após a escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, o preço do barril do petróleo Brent avançou mais de 50% em relação ao mesmo período de 2025, alcançando média superior a US$ 104 por barril, segundo dados apresentados pela Petrobras.

Esse cenário favoreceu diretamente a companhia, que também registrou produção recorde de petróleo e gás, alcançando 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 14% na comparação anual.

Receita cresce mais de 40%

A combinação entre preços elevados e maior volume de produção fez a receita líquida da estatal atingir R$ 169,5 bilhões, alta de 42,3% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

Já o Ebitda ajustado, indicador utilizado para medir a geração operacional de caixa, somou R$ 93,8 bilhões, avanço de quase 80% no período.

Segundo o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo, os recordes operacionais foram determinantes para o desempenho financeiro da companhia.

“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras”, afirmou o executivo no balanço divulgado pela empresa.

O lucro ficou acima das projeções do mercado financeiro. Levantamento da Bloomberg, citado por diversos veículos especializados, apontava expectativa de aproximadamente R$ 45 bilhões, enquanto o resultado efetivo superou os R$ 52 bilhões.

O desempenho acompanha o cenário observado entre grandes petroleiras internacionais. Conforme destacaram Folha de S.Paulo e Estadão, empresas como ExxonMobilShellBP e ConocoPhillips também registraram forte crescimento dos lucros diante da valorização do petróleo provocada pela crise geopolítica.

Além dos R$ 17,4 bilhões anunciados agora, a Petrobras já havia aprovado R$ 9,3 bilhões em dividendos referentes ao primeiro trimestre. Com isso, a remuneração aos acionistas em 2026 chega a R$ 26,7 bilhões.

A companhia informou que a distribuição segue sua política de remuneração, baseada na geração de caixa e no nível de endividamento, e destacou que a medida é compatível com a sustentabilidade financeira da empresa.

Mesmo com o lucro expressivo, a Petrobras manteve o ritmo de investimentos. Entre abril e junho, a estatal aplicou aproximadamente US$ 5,2 bilhões — cerca de R$ 26 bilhões — principalmente em projetos do pré-sal.

A dívida líquida também apresentou redução em relação ao trimestre anterior, encerrando junho em R$ 312 bilhões, reforçando a posição financeira da companhia.

Fontes: Petrobras, Folha de S.Paulo, Estadão e O Globo.

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