A defesa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o vídeo de Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial e exibido na convenção do partido, no sábado (25), não teve objetivo de enganar o público ou divulgar informações falsas. A manifestação foi apresentada em resposta a uma ação da Federação Brasil da Esperança, que reúne partidos como o PT, contra o uso da tecnologia na peça.
Os advogados alegam que o material não configura deepfake, já que o próprio vídeo informa que a imagem e a voz de Bolsonaro foram simuladas por inteligência artificial. Segundo a defesa, a gravação não apresentou uma falsa aparição do ex-presidente nem manipulou fatos para prejudicar adversários.
A representação apresentada ao TSE pede a remoção do conteúdo das redes sociais e que a Justiça Eleitoral reconheça a irregularidade do vídeo, com aplicação de multa de R$ 30 mil por publicação e por representado. A federação argumenta que o uso da IA ampliou o impacto emocional da mensagem e poderia afetar a igualdade entre os candidatos.
O vídeo, com 46 segundos de duração, foi exibido durante a convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência. Na gravação, uma versão digital de Jair Bolsonaro afirma que se trata de uma simulação feita com inteligência artificial e pede apoio ao filho, citado como seu escolhido para disputar a eleição.
A defesa também contesta a acusação de propaganda eleitoral antecipada. Os advogados afirmam que a exibição ocorreu em uma convenção partidária fechada e sem pedido explícito de voto, caracterizando uma manifestação interna do partido permitida pela legislação eleitoral.
O caso está sob relatoria do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que deverá analisar inicialmente a regularidade do uso da inteligência artificial na peça apresentada pelo PL.
Com informações da Folha de S.Paulo



