A Volkswagen anunciou um amplo plano de reestruturação que prevê a redução de até metade dos modelos oferecidos pela montadora no mercado. A medida faz parte de uma estratégia para diminuir custos, simplificar a operação e aumentar a competitividade diante da crescente pressão das fabricantes chinesas e da transição para os veículos elétricos. As informações são do Estadão.
O anúncio foi feito após reunião do conselho de supervisão da empresa. Embora a montadora não tenha detalhado quais modelos deixarão de ser produzidos, confirmou que pretende reduzir sua capacidade de produção para cerca de 9 milhões de veículos por ano. Antes da pandemia, a meta era de 12 milhões de unidades anuais.
Segundo o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, a empresa precisa eliminar a capacidade excedente para enfrentar um cenário cada vez mais desafiador para a indústria automotiva mundial.
A decisão ocorre em meio à queda no desempenho financeiro da companhia. No primeiro trimestre de 2026, o lucro da Volkswagen caiu 28%, para 1,6 bilhão de euros, enquanto as vendas recuaram 2%. Na China, um dos principais mercados da empresa, as vendas despencaram 20% no mesmo período.
A reestruturação também acontece em meio a especulações sobre cortes de empregos e possível fechamento de fábricas na Europa. A imprensa alemã chegou a informar que a empresa estuda eliminar até 100 mil postos de trabalho até o fim da década, embora a Volkswagen ainda não tenha confirmado esses números.
A montadora enfrenta uma concorrência cada vez maior de fabricantes chinesas, como BYD e Geely, que ampliaram sua participação no mercado global de veículos elétricos ao oferecer modelos com mais tecnologia e preços competitivos.
O grupo Volkswagen reúne marcas como Audi, Porsche, Skoda, Lamborghini, Bentley e Volkswagen, além de controlar a fabricante de caminhões Traton, dona das marcas MAN, Scania e International. A empresa ainda não informou quais veículos ou marcas poderão ser afetados pelo processo de redução do portfólio.




