Paulo Gonet anuncia vigilância da PGR contra deepfakes e facções criminosas na campanha eleitoral

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuarão de forma rápida contra o uso de deepfakes e outras formas de desinformação nas eleições de 2026.

Em entrevista ao podcast EsferaCast, Gonet destacou a preocupação com conteúdos manipulados por inteligência artificial, como vídeos e áudios falsos, e reconheceu a dificuldade de distinguir materiais fraudulentos de produções legítimas. “O TSE está atento a isso e a Procuradoria Geral também”, afirmou.

O procurador também alertou para o risco de facções criminosas e milícias interferirem no processo eleitoral, impedindo candidatos de realizar campanhas em áreas sob seu domínio. Segundo ele, o Estado não pode permitir a existência de territórios controlados por organizações criminosas.

Ao comentar a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos, Gonet disse que a medida pode prejudicar a imagem do Brasil no exterior, mas também servir como estímulo para fortalecer o combate ao crime organizado.

Sobre possíveis pressões políticas em ano eleitoral, o procurador afirmou que a independência da PGR é preservada pela atuação baseada na legislação e não no ritmo das disputas políticas ou da repercussão na mídia.

Gonet ainda criticou o aumento da judicialização de conflitos no país e avaliou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido frequentemente acionado para resolver disputas que poderiam ser debatidas no âmbito político e legislativo.

Com informações de R7

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