O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado (6) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permitiu o fortalecimento das facções criminosas e perdeu a “autoridade moral” necessária para governar o país.
A declaração foi feita após um encontro de lideranças do PSD em Lages, Santa Catarina. Segundo Caiado, a atuação do crime organizado e o avanço da corrupção prejudicam a imagem do Brasil no exterior e contribuem para punições internacionais.
“No momento em que você deixa as facções virarem as maiores multinacionais do mundo, que deixa a corrupção se alastrar no país afora, cria condições para receber punições não só dos EUA e da Europa. A Presidência joga a credibilidade do Brasil na sarjeta. Parte dessa penalização foi omissão do presidente”, afirmou.
Críticas às tarifas dos Estados Unidos
Caiado declarou ser contrário às tarifas impostas ou propostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, tanto as anunciadas em 2025 quanto as discutidas em 2026.
No ano passado, o presidente norte-americano Donald Trump, do Partido Republicano, aplicou uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando a taxação total para 50%.
Autoridade moral para governar
Segundo o pré-candidato, a nova proposta de tarifa de 25% está relacionada a uma investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301, que acusa o Brasil de práticas comerciais desleais. Há ainda outra proposta, de 12,5%, decorrente de uma investigação sobre trabalho forçado.
“Sou contra o tarifaço, sempre fui. Desde o 1º ao 2º, mas tem que ser analisado o fato de ter sido determinado agora. Em 1º momento foi em decorrência de uma retaliação. O 2º momento é em relação à seção 301. Coisas distintas. Faltou ao Brasil uma coisa que se precisa neste momento: ter autoridade moral para governar o país”, declarou Caiado.
As novas tarifas ainda não entraram em vigor. A decisão final está prevista para o dia 15 de julho.




