Fotos: Wilton Junior/Estadão
A disputa presidencial de 2026 já começou nos tribunais. Entre janeiro e maio deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 87 representações envolvendo pré-candidatos e partidos, número mais de quatro vezes superior ao registrado no mesmo período de 2022, quando houve 19 ações.
PT de Lula e o PL de Flávio Bolsonaro concentram a maior parte dos processos, com 21 e 26 representações, respectivamente. As principais discussões envolvem propaganda antecipada, desinformação, impulsionamento de conteúdo nas redes sociais e o uso de inteligência artificial.
A tecnologia tem sido um dos focos da disputa. PT e PL já acionaram o TSE em casos envolvendo conteúdos produzidos ou supostamente manipulados por inteligência artificial, incluindo vídeos e personagens virtuais divulgados nas redes sociais.
Diante do avanço da IA, o TSE aprovou novas regras para as eleições de 2026, mantendo a proibição de deepfakes e exigindo identificação de conteúdos sintéticos utilizados em campanhas.
Além das ações eleitorais, as equipes jurídicas dos principais pré-candidatos vêm sendo reforçadas para monitorar redes sociais e reagir rapidamente a possíveis irregularidades.
Nos bastidores, a avaliação é que a eleição de 2026 pode se tornar uma das mais judicializadas da história recente do país.
O TSE designou os ministros André Mendonça e Estela Aranha para atuar na análise das representações eleitorais, que devem se intensificar à medida que a campanha se aproxima.




