Greve de caminhoneiros no RN é suspensa temporariamente até domingo (31)

Foto: Reprodução

Os caminhoneiros do Rio Grande do Norte decidiram suspender temporariamente a greve a partir desta quarta-feira (27). A paralisação ficará interrompida até o próximo domingo, enquanto a categoria aguarda uma resposta do setor empresarial sobre a proposta de reajuste salarial em negociação.

O movimento teve início na última segunda-feira (25), com um ato realizado na rodovia BR-101, no município de Parnamirim. Na ocasião, houve bloqueio parcial no sentido Parnamirim–Natal, o que provocou impacto no fluxo de veículos na região.

Reivindicações da categoria

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial mínimo de 7%, além de melhorias em benefícios como vale-alimentação e plano de saúde. Inicialmente, a categoria chegou a pleitear 16%, mas o percentual foi reduzido ao longo das negociações com mediação do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN).

O setor patronal, por sua vez, apresentou proposta de reajuste de 4,11%.

Negociações e possível retomada

Segundo o presidente do sindicato, Edson Negrão, novas conversas foram realizadas com representantes das empresas, que devem apresentar uma resposta até a manhã desta sexta-feira (29). Ele afirma que o período de suspensão será utilizado para articulação com os trabalhadores e avaliação dos próximos passos.

Caso não haja avanço considerado satisfatório, mantendo-se a proposta patronal de 4,11%, a categoria admite a possibilidade de retomada da greve a partir da próxima segunda-feira.

“Esse período, até domingo, é o período de me articular com os trabalhadores, e daí na segunda-feira (01) em diante, para que a gente possa fazer uma paralisação de grande proporção não só em Natal e em Partamirim, mas em todo o estado do Rio Grande do Norte, com várias movimentações pelas BR, pelas estradas e também nos estacionamentos e garagens”, afirmou Edson.

Operação durante a paralisação

Durante a mobilização, foi determinada a manutenção mínima de 40% dos serviços essenciais, incluindo transporte de medicamentos, insumos hospitalares e cargas vivas, conforme orientação do TRT-RN.

As negociações seguem em andamento e ainda não há acordo definitivo entre as partes.

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