RN registra 20 casos de ciguatera em cinco meses de 2026

Foto: Reprodução

O Rio Grande do Norte registrou 27 notificações de ciguatera nos cinco primeiros meses de 2026, das quais 20 já foram confirmadas. O número representa um aumento de 107% em relação a todo o ano passado, quando foram registrados 13 episódios da intoxicação alimentar. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), que também investiga a morte de uma idosa de 85 anos com suspeita da doença após quase um mês internada.

Segundo a Sesap, os surtos são identificados a partir do aparecimento de sintomas em pessoas de uma mesma fonte de contaminação, como familiares que consumiram o mesmo peixe. No entanto, nem todos os pacientes desses episódios tiveram confirmação laboratorial para ciguatera.

Até esta quarta-feira (27), o Estado contabilizava 20 casos confirmados em laboratório em 2026. Outros registros seguem em investigação, incluindo o caso da idosa que morreu na última segunda-feira (25). De acordo com a Sesap, parte do pescado consumido pela paciente foi recolhida para análise laboratorial, procedimento que pode levar cerca de 60 dias para ser concluído.

A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas presentes em recifes de corais tropicais e subtropicais. Os sintomas podem incluir náuseas, vômitos, dores musculares, diarreia e alterações neurológicas. Não há tratamento específico para a doença.

A Sesap alerta que a ciguatoxina não tem cheiro, cor ou sabor e não é eliminada por cozimento, congelamento, salga ou defumação do pescado. As maiores concentrações da toxina costumam estar na cabeça, vísceras e ovas dos peixes.

Os sintomas da ciguatera podem surgir entre 30 minutos e 24 horas após o consumo do peixe contaminado. Os principais são:

  • dor abdominal;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • diarreia;
  • dor de cabeça;
  • cãibras;
  • coceira intensa;
  • fraqueza muscular;
  • visão turva;
  • gosto metálico na boca.

As autoridades de saúde acompanham o avanço dos casos e orientam a população a procurar atendimento médico ao apresentar sintomas após o consumo de pescado.

Deixe um comentário

Rolar para cima