Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela 1ª vez em mais de dois anos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O dólar encerrou esta sexta-feira (8) em queda de 0,59%, cotado a R$ 4,8942, no menor patamar de fechamento desde 15 de janeiro de 2024, quando a moeda americana terminou o dia a R$ 4,8657. Na bolsa brasileira, o Ibovespa avançou 0,49%, aos 184.108 pontos.

O desempenho do câmbio foi influenciado principalmente pela alta nos preços do petróleo no mercado internacional, em meio ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Novos confrontos registrados no Estreito de Ormuz aumentaram as preocupações dos investidores com possíveis impactos na oferta global da commodity.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não mantém diálogo com o governo iraniano. Ao longo do dia, agências internacionais relataram novos episódios de confronto entre forças iranianas e embarcações americanas na região.

Com a escalada geopolítica, o petróleo voltou a subir. Por volta das 17h, o barril do Brent — referência internacional — avançava 0,53%, negociado a US$ 100,59. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, registrava alta de 0,12%, cotado a US$ 94,92.

A valorização da commodity tende a favorecer países exportadores de petróleo, como o Brasil, ao elevar a expectativa de entrada de dólares via exportações. Esse movimento fortalece o real e contribui para pressionar a moeda americana para baixo.

Na agenda econômica, investidores também repercutiram o payroll, principal relatório de emprego dos Estados Unidos. O país abriu 115 mil vagas de trabalho em abril, acima das projeções do mercado. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3%, contrariando expectativas de alta.

Os números reforçaram a avaliação de que a economia americana continua aquecida, cenário que pode levar o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) a manter os juros elevados por mais tempo.

No mercado internacional, as bolsas americanas fecharam em alta, impulsionadas pelos dados de emprego. O índice Dow Jones subiu 0,02%, enquanto o S&P 500 avançou 0,83%. O Nasdaq Composite, com forte peso das empresas de tecnologia, registrou alta de 1,71%.

Na Europa, o movimento foi inverso. As principais bolsas encerraram o pregão em queda diante das preocupações com juros elevados nos Estados Unidos e das tensões no Oriente Médio. O índice Stoxx 600 recuou 0,7%, aos 612 pontos. Em Londres, a queda foi de 0,43%, enquanto Frankfurt perdeu 1,32% e Paris caiu 1,09%.

Na Ásia, os mercados fecharam em alta. Em Xangai, o principal índice da bolsa chinesa subiu 0,48%, aos 4.180 pontos, mesma variação registrada pelo CSI300. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,57%, aos 26.626 pontos. Já no Japão, o índice Nikkei disparou 5,58%, encerrando o pregão aos 62.833 pontos.

As tensões no Oriente Médio aumentaram após militares americanos afirmarem ter atacado petroleiros vazios que tentavam atravessar o bloqueio naval mantido pelos EUA na entrada do Estreito de Ormuz. Segundo as Forças Armadas americanas, os disparos atingiram as chaminés das embarcações para impedir a travessia em direção ao Irã.

Com informações do g1

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