RN está entre os estados com aumento de síndrome respiratória aguda grave, aponta Fiocruz

Foto: Tony Winston/ Agência Brasília

Rio Grande do Norte está entre os estados brasileiros que apresentam sinal de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo novo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (7).

O levantamento, referente à Semana Epidemiológica 17 (de 26 de abril a 2 de maio), indica que o aumento dos casos está relacionado ao período de maior circulação dos vírus da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR), que têm impacto principalmente em crianças pequenas e idosos.

De acordo com o boletim, além do Rio Grande do Norte, outros estados também apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com tendência de crescimento, entre eles Acre, Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Apesar do avanço em parte do país, a Fiocruz aponta que alguns estados já começam a registrar sinais de desaceleração, especialmente em regiões do Nordeste e do Norte, onde a influenza A iniciou circulação mais cedo neste ano.

Circulação dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, entre os casos positivos de SRAG no país, 38% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 28,9% por influenza A, 26,8% por rinovírus, 3,7% por influenza B e 3,1% por Covid-19.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, destaca que o cenário já era esperado para o período sazonal, quando há aumento natural de vírus respiratórios, com pico geralmente em maio. No entanto, ela reforça a importância da vacinação, principalmente entre grupos de risco, para evitar casos graves e mortes.

RN e capitais em alerta

O boletim aponta ainda que 18 capitais brasileiras estão em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento. Entre elas está Natal, capital do Rio Grande do Norte, além de cidades como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belém.

Crianças e idosos são mais afetados

Os dados mostram que o aumento de SRAG atinge principalmente crianças menores de 2 anos, associado ao VSR e ao rinovírus. Já a mortalidade é maior entre idosos, com destaque para influenza A e Covid-19.

No caso específico da influenza A, há maior impacto em crianças pequenas, enquanto os óbitos continuam mais frequentes na população acima de 65 anos.

Situação no país

Em 2026, já foram registrados mais de 51 mil casos de SRAG no Brasil. Desses, cerca de 44,8% tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.

O Boletim InfoGripe integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como objetivo monitorar a circulação de vírus respiratórios no país, auxiliando na definição de estratégias de vigilância e resposta em saúde pública.

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