O aumento do custo de vida tem sido mais intenso no Nordeste, com impacto direto no orçamento das famílias, especialmente em itens básicos como alimentação, aluguel e combustíveis. O cenário é confirmado por indicadores econômicos e já é sentido no dia a dia da população.
Segundo reportagem de O Globo, a pressão é maior na região devido à menor renda média e à maior dependência de produtos vindos de outras regiões, o que encarece preços com custos logísticos.
Alimentos e combustíveis lideram alta
Entre os principais fatores, está o avanço dos preços da cesta básica, que registrou aumentos mais fortes em capitais nordestinas. No Recife, por exemplo, a alta chegou a 9,82% entre janeiro e março, quase o dobro da inflação prevista para o ano.
Produtos como feijão, carnes, farinha e laticínios puxaram essa elevação. O feijão-carioca teve aumentos expressivos em cidades como Salvador, Teresina e Recife, influenciado por menor oferta e problemas climáticos.
Além disso, os combustíveis também subiram com força. Desde o início do conflito no Irã, a gasolina no Nordeste teve alta de 10,35%, enquanto o diesel avançou 26,25%, pressionando ainda mais os preços.
Impacto na região
De acordo com especialistas ouvidos por O Globo, o impacto é mais severo porque o Nordeste possui a menor renda domiciliar per capita do país, o que faz com que gastos essenciais comprometam maior parte do orçamento.
A estrutura produtiva e a logística também contribuem para o encarecimento, já que muitos produtos chegam de outras regiões, elevando custos com transporte.
Aluguel e serviços
Outro fator que pressiona as famílias é o aumento dos aluguéis. Capitais nordestinas aparecem entre as maiores altas do país no período, com destaque para Aracaju, Maceió, Natal, Recife e João Pessoa.
O encarecimento generalizado tem levado moradores a reduzir despesas e buscar alternativas para manter o equilíbrio financeiro, diante de um cenário de inflação mais sentida no cotidiano.




