Congresso deve derrubar veto de Lula à dosimetria e ampliar sequência de derrotas do governo

Congresso Nacional deve impor nova derrota ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a possível derrubada do veto ao projeto da dosimetria, cuja análise está prevista para esta quinta-feira (30) em sessão conjunta da Câmara e do Senado.

A expectativa entre parlamentares, tanto da base quanto da oposição, é de que haja votos suficientes para reverter a decisão do Planalto, em um cenário que ganhou força após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.

Oposição e centrão articulam maioria

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e partidos do centrão defendem a derrubada do veto, argumentando que a proposta permite revisar penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O relator do projeto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirma haver margem confortável para a derrubada, com estimativa de cerca de 300 votos na Câmara e 50 no Senado.

Para que o veto seja rejeitado, é necessária maioria absoluta: ao menos 257 deputados e 41 senadores.

Projeto altera critérios de pena

O chamado PL da dosimetria estabelece parâmetros mínimos para cumprimento de pena e progressão de regime, além de prever compatibilidade entre remição e prisão domiciliar.

A proposta é vista por seus defensores como forma de reduzir insegurança jurídica, enquanto críticos apontam impacto direto em condenações relacionadas aos atos golpistas.

Governo enfrenta cenário adverso

No Planalto, a avaliação é de dificuldade para manter o veto. Parlamentares governistas admitem que o ambiente no Congresso se deteriorou após a derrota na indicação ao STF.

A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) classificou o episódio como resultado de um “grande acordão” envolvendo oposição e outros grupos políticos.

Câmara prevê derrubada

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou ter convicção de que o Congresso deve derrubar o veto.

Segundo ele, a medida pode contribuir para “virar a página” sobre os desdobramentos dos atos de 8 de janeiro. A análise do veto ocorre em meio a um cenário de crescente tensão entre Executivo e Legislativo.

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