Cunhado de Vorcaro enfrenta resistência da PF para fechar delação no caso Master

A delação premiada do empresário e pastor Fabiano Zettel, preso no caso Banco Master, é considerada pouco relevante pelos investigadores da Polícia Federal. Como cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, ele teria pouco a acrescentar além do que o próprio ex-dono do banco já pode revelar. A apuração é de Malu Gaspar, n’OGlobo.

Zettel era responsável por operacionalizar os pagamentos do grupo “A Turma”, estrutura liderada pelo policial federal aposentado Marilson Roseno. O grupo atuava no monitoramento de adversários de Vorcaro e na intimidação de jornalistas e ex-funcionários.

Entre os pagamentos feitos por Zettel estava o repasse de até R$ 1 milhão mensais a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário“. Mourão enviou a Vorcaro três procedimentos sigilosos do Ministério Público Federal, incluindo o que investigava irregularidades na compra do Master pelo BRB.

O empresário também controla o fundo Arleen, que aportou R$ 35 milhões no resort Tayayá. O empreendimento tinha como sócio oculto o ministro do STF Dias Toffoli, por meio da empresa Maridt.

Mensagens de dezembro de 2024 mostram Zettel questionando Vorcaro sobre como repassar pagamentos ao ministro. O banqueiro respondeu que preferia que os valores fossem transferidos pelo próprio fundo Arleen.

O recado sobre a baixa utilidade de sua delação já foi transmitido ao time jurídico de Zettel, chefiado pelo criminalista Celso Vilardi. Delegados e procuradores afirmam que só aceitarão acordos de quem trouxer informações novas ao material já obtido nas investigações.

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