Foto: Adriano Abreu
Uma análise técnica identificou indícios de possível maquiagem contábil nas despesas com pessoal da gestão do ex-prefeito Alysson Bezerra, em Mossoró, especialmente em 2023 e 2024. O relatório, da Integrativa Assessoria e Formações Ltda., aponta possível subavaliação da Despesa Total com Pessoal (DTP), o que pode violar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), segundo reportagem do jornal O Mossoroense, publicada neste sábado (25).
O foco está na rubrica “Outras Despesas de Pessoal Decorrentes de Terceirização”, que chegou a R$ 24,3 milhões em 2022, mas passou a registrar valor zero a partir de 2023, sem justificativa.
Segundo a análise, pode ter havido reclassificação dessas despesas para outras categorias, reduzindo artificialmente os índices de gasto com pessoal e distorcendo a situação fiscal.
A prática, se confirmada, pode violar dispositivos da LRF e da Lei nº 4.320/1964, que exigem correta contabilização e transparência.
O estudo se baseia em dados oficiais, Relatórios de Gestão Fiscal (RGF) e documentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), e aponta possível irregularidade no período de 2021 a 2024.




