No domingo, 19 de abril de 2026, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, embarcará para os Estados Unidos com um objetivo crucial: selar o futuro político do Partido Liberal em São Paulo. O encontro com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, atualmente em autoexílio, visa bater o martelo sobre o candidato ao Senado na chapa do governador Tarcísio de Freitas, além de traçar o papel de Eduardo na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A decisão é vital para consolidar a estratégia do PL em um dos maiores colégios eleitorais do país e garantir a representatividade da legenda no Congresso, moldando diretamente o cenário político de milhões de cidadãos.
Interlocutores do partido revelam que a viagem de Valdemar tem como meta principal definir, em conjunto com Eduardo Bolsonaro, o nome que representará o PL na disputa pelo Senado em São Paulo. Antes de seu afastamento do cenário nacional, Eduardo Bolsonaro era considerado o principal nome da legenda para a vaga. Agora, a pauta inclui também a possibilidade de ele ser lançado como suplente em alguma das chapas, uma alternativa estratégica frente às dinâmicas eleitorais.
Além da complexa questão do Senado, Valdemar Costa Neto planeja discutir com o ex-deputado como ele poderá contribuir para a campanha presidencial de seu irmão, Flávio Bolsonaro, considerando sua residência nos Estados Unidos. O desafio é integrar o capital político de Eduardo à estratégia eleitoral, mesmo à distância, aproveitando sua influência entre os eleitores bolsonaristas.
A Dificuldade do PL em São Paulo
A definição do candidato ao Senado em São Paulo representa um verdadeiro nó para o PL. A sigla precisa conciliar os anseios de Eduardo Bolsonaro, uma das figuras mais influentes entre os apoiadores do ex-presidente, com as preferências do governador Tarcísio de Freitas. Eduardo manifesta o desejo de ver um de seus aliados na disputa, tendo o deputado federal Mario Frias (PL-SP) como um de seus nomes favoritos.
Contudo, outras alas do Partido Liberal defendem alternativas. Alguns líderes apostam no vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo, enquanto outros setores preferem o deputado federal Marco Feliciano (PL-SP). A pluralidade de visões reflete a intensa articulação interna para encontrar o nome ideal, que consiga unir diferentes correntes e maximizar as chances de vitória.
Outros potenciais candidatos já testados incluem o deputado estadual André do Prado (PL-SP), visto como o preferido de Valdemar; o vereador da capital paulista Gil Diniz (PL); e até mesmo Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa ampla gama de opções sublinha a complexidade da escolha, que não apenas definirá um representante no Senado, mas também testará a capacidade de união e articulação do PL em um pleito de grande relevância nacional.




