
Uma nova denúncia de suposta fraude financeira em Natal afastou o professor Márcio Carvalho de Brito do cargo de pró-reitor Administrativo do Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN). Em nota divulgada no último sábado (9), a UNI-RN comunicou oficialmente o afastamento de Márcio Carvalho de Brito e reforçou que a decisão ocorreu para que o professor possa focar em exercer o direito de defesa. “Tal circunstância motivou a instituição a promover o seu imediato afastamento, a fim de que o professor disponha de tempo para exercer seu direito de defesa, constitucionalmente garantido”, diz trecho do documento divulgado pelas redes sociais.
“Cumpre salientar que a centenária instituição dispõe de rigorosas normas de controle interno, sob a luz de compliance, não suportando nenhum dano em seu patrimônio”, complementa a nota, assinada pelo reitor do UNI-RN, Daladier Pessoa Cunha Lima.
De acordo com as denúncias, a empresa ligada ao empresário, a Valor Futuro Securitizadora, teria se envolvido em um imbróglio financeiro no qual os clientes não recebiam a remuneração prometida após investimento, que seria de até 2% ao mês. O site e as redes sociais da empresa saíram do ar após o caso. Nas últimas semanas, a capital potiguar registrou casos similares.
Em novembro deste ano, veio a público o caso do empresário Mário Borges, que ficou conhecido como “Crente Trader”. Mário Borges está sendo investigado pela Polícia Civil por suspeita de fraudes na operação de recursos de terceiro, que procuravam sua empresa para operar no mercado financeiro. Há suspeitas de que ele formalizou um esquema de pirâmide financeira, o que ainda está sendo investigado. Já há diversos processos na Justiça contra ele e, até o momento, não se sabe o valor exato devido por Mário Borges aos clientes. A estimativa é de aproximadamente R$ 20 milhões.
Também no mês passado, o médico oftalmologista Diego Sampaio foi processado por supostas irregularidades no gerenciamento de investimentos de várias pessoas de Natal. Ao todo, o montante seria superior aos R$ 30 milhões e, entre as possíveis vítimas, está a sogra do médico, que teria perdido aproximadamente R$ 5 milhões. A defesa do médico disse que ele não se manifestaria neste momento. Há seis processos em curso contra o médico Diego Sampaio.
De acordo com um dos processos a que responde o médico, movido pela Akesse Indústria e Comércio do Nordeste e pela sogra, Diana de Souza Sisson, ela passou a ser cliente de Diego Sampaio, como investidor, a partir de junho de 2021, quando aportou R$ 500 mil para ter uma renda de aproximadamente 1,5% ao mês sobre a verba investida. Dos R$ 500 mil, R$ 200 mil seriam referentes a oito cotas em um plano denominado “THORP”. Apesar do alto valor, não se especificava a estratégia nem a rentabilidade prevista.
Deu na Tribuna do Norte



