Senado avança com projeto que prevê prisão para quem grava intimidade sexual sem autorização

Um projeto de lei que prevê punição para quem registra imagens de nudez ou atos sexuais de outra pessoa sem autorização avançou no Senado Federal. A proposta recebeu parecer favorável da Comissão de Ciência e Tecnologia na quarta-feira (4) e será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O Projeto de Lei 4.924/2023 estabelece pena de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa, para quem produzir, fotografar ou filmar cenas de nudez ou atos sexuais de caráter íntimo e privado sem o consentimento da pessoa envolvida.

A punição poderá ser aumentada pela metade quando o registro for feito com câmeras escondidas ou outros dispositivos em locais onde há expectativa de privacidade. A regra abrange ambientes como residências, banheiros, vestiários, quartos de hospedagem e espaços destinados a exames e procedimentos de saúde.

A proposta também prevê punição para a captação de imagens por baixo da roupa e estabelece proteção reforçada para crianças e adolescentes.

A relatora do projeto, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), argumenta que o avanço tecnológico ampliou as possibilidades de violação da intimidade. Entre os equipamentos que podem ser utilizados estão câmeras de pequeno porte, drones, dispositivos de vigilância, sensores e aparelhos conectados à internet.

Após a análise na CCJ, o projeto seguirá os demais procedimentos de tramitação no Senado.

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