O valor das águas envasadas passa por reajuste em todo o Rio Grande do Norte a partir de 5 de outubro. O aumento será aplicado na fonte, conforme decisão de cada indústria, e varia por empresa. Atualmente, o garrafão de 20 litros é vendido entre R$ 9 e R$ 15 no estado.
A categoria abrange águas minerais e adicionadas de sais. Segundo o Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do Rio Grande do Norte (Sicramirn), o reajuste busca manter o equilíbrio econômico do setor. A entidade cita também a preservação de empregos e da qualidade do produto como justificativas.
O presidente do Sicramirn, Joafran Nobre, afirma que o reajuste decorre da elevação de custos dos insumos na cadeia produtiva. Segundo ele, a medida visa manter o produto dentro das normas sanitárias e ambientais exigidas.
O secretário executivo do Sicramirn, Daniel Penteado Lana, cita como fatores o custo do envase, da distribuição e das resinas termoplásticas usadas na fabricação de garrafões, tampas e lacres. Ele menciona ainda o aumento de custos operacionais e logísticos, como energia elétrica e combustível.
Lana aponta também a oscilação das resinas precificadas em dólar e a inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo IBGE em 4,22%. A alta dos índices de atacado IGP-M e IGP-DI é apontada como outro fator de impacto nos custos.
No Rio Grande do Norte, mais da metade da população consome água mineral natural ou adicionada de sais em residências e estabelecimentos comerciais. O produto no estado é identificado pelo Selo Fiscal, que atesta a regularidade tributária e sanitária das indústrias.
As indústrias envasadoras são fiscalizadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e pela Vigilância Sanitária, que controlam o processo desde a captação até a distribuição. O Rio Grande do Norte tem atualmente 35 indústrias do setor, que produzem cerca de 507 milhões de litros por ano e geram aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos.



