Foto: Movimento Cultura Com Lula via YouTube
Uma estrutura de mobilização em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne ações presenciais e digitais em todos os Estados e tem entre seus principais articuladores João Paulo Mehl, dono de uma ONG que recebeu R$ 5,6 milhões do governo federal desde 2023, segundo reportagem do Estadão.
Mehl é fundador da ONG Coletivo Soylocoporti, que recebeu R$ 3,4 milhões do Ministério da Cultura e R$ 2,3 milhões do Ministério das Cidades. A entidade foi contratada para coordenar o Comitê de Cultura do Paraná. Segundo o Estadão, o site do Movimento Cultura com Lula utiliza a infraestrutura tecnológica da Rede Livre, coordenada por Mehl.
A legislação eleitoral proíbe propaganda eleitoral, ainda que gratuita, em sites ou perfis de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos. As regras também determinam que os endereços eletrônicos utilizados por campanhas sejam informados à Justiça Eleitoral.
Batizado de Movimento Cultura com Lula, o grupo utiliza a estrutura tecnológica da chamada Rede Livre, que reúne mais de 1,3 mil sites, blogs e influenciadores, e conta com a participação do secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, além de Roberta Malvão, coordenadora-geral dos escritórios estaduais da pasta.
O movimento afirma que a iniciativa é independente e não possui vínculo institucional com o governo ou com a campanha oficial de Lula, e diz atuar de forma voluntária. A campanha do presidente também declarou que a iniciativa não integra oficialmente sua estrutura eleitoral. O Ministério da Cultura afirmou que orientou seus servidores a cumprir a legislação e que não utiliza a estrutura da pasta em atividades político-eleitorais.
Apesar disso, o movimento divulga pedidos de voto em Lula, organiza grupos de WhatsApp, oferece materiais de campanha e promove mobilizações presenciais. Em uma transmissão virtual no dia 14, que teve mais de 21 mil visualizações, participaram Janja, a ministra Margareth Menezes, Mehl e Malvão. A primeira-dama pediu mobilização para conquistar eleitores ainda indecisos.
Com informações de Estadão



