Fotos: Elias Oliveira/Governo do Tocantins e Felipe Soares/Divulgação Missão
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) utilizou suas redes sociais para expor supostas conexões entre políticos, ministros e o escândalo do Caso Master. No centro das acusações está o também candidato Augusto Cury (Avante), apontado por Santos como sócio de uma empresa que tentou adquirir o extinto banco de forma fraudulenta.
Em 2025, Cury investiu R$ 31,5 milhões em uma Sociedade em Conta de Participação (SCP) administrada pela Fictor Invest, com o propósito de financiar operações de compra e venda de grãos.
A Fictor tentou uma transação bilionária para comprar o Banco Master, plano que desmoronou com a liquidação da instituição pelo Banco Central. Com o colapso e o pedido de recuperação judicial do grupo em fevereiro de 2026 com dívidas de R$ 4,2 bilhões, o montante aportado por Cury virou crédito comum, transformando-o em um dos maiores credores pessoa física.
Cury também é apontado por contratar perfis de entretenimento de grande alcance (Alfinetei, Alfinetada, Babadeira e Diferentona) mesmos nomes investigados no Caso Master por supostos repasses de Daniel Vorcaro para promover ataques ao Banco Central. As contas somaram ao menos 17 publicações em apoio ao candidato, gerando 3,7 milhões de interações e coincidindo com sua alta de 2% para 11% na pesquisa Nexus/BTG.
Até o momento, Cury não figura entre os investigados por atos ilícitos na Operação Compliance Zero. No entanto, caso a contratação irregular de influenciadores e a manipulação de métricas sejam comprovadas, ele poderá enfrentar multas e a cassação de seu registro eleitoral.
O Poder360 procurou a a assessoria de Augusto Cury e do grupo Fictor para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito dos comentários feitos por Renan Santos. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
Com informações do Poder360



