Recuperação da Braskem e das Casas Bahia acende alerta na campanha de Lula

Além de se atentar às recentes crises que atingem o entorno mais próximo de Lula, integrantes da campanha de reeleição do presidente monitoram outras questões com potencial de impacto negativo para o petista.

A coluna apurou que aliados de Lula acompanham com atenção os possíveis efeitos políticos dos recentes pedidos de recuperação judicial apresentados por grandes empresas – entre elas, Casas Bahia e Braskem.

De acordo com aliados do petista, a situação das Casas Bahia preocupa mais do que a da Braskem. A varejista tem uma marca mais popular, emprega milhares de pessoas e presta serviços a uma parcela significativa da população brasileira.

No caso da Braskem, a situação envolve diretamente os interesses do governo Lula por meio da Petrobras, que detém 47% do capital votante da petroquímica.

O Conselho de Administração da Braskem inclusive é presidido por Magda Chambriard, que também ocupa a Presidência da Petrobras.

Aliados do presidente temem que a oposição explore a situação para associar a crise das empresas ao elevado patamar dos juros e reforçar o discurso de que companhias não conseguem sobreviver sob o atual governo.

Como mostrou o Metrópoles, a Braskem protocolou oficialmente, na segunda-feira (24/8), pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida financeira de aproximadamente R$ 56 bilhões.

Diferentemente da recuperação judicial tradicional, a medida prevê uma renegociação direta com os credores, a ser submetida à homologação da Justiça.

Já o Grupo Casas Bahia protocolou, em 16 de agosto, um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo para renegociar uma dívida total de R$ 17,3 bilhões.

A medida foi tomada em caráter de urgência após o esgotamento do caixa da empresa, que registrou um prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões em seu balanço financeiro.

Metrópoles

 

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