Banco Central reduz juros para 14%, mas mantém alerta sobre inflação

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O Banco Central divulgou nesta terça-feira (11) a ata reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), detalhando os motivos que levaram à redução da taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14,00% ao ano. No documento, o Comitê afirma que, embora a inflação e a atividade econômica tenham mostrado sinais de desaceleração, o cenário ainda exige cautela diante das incertezas internas e externas.

Segundo a ata, o ambiente internacional continua marcado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas incertezas em relação à política monetária de economias avançadas, fatores que elevam a volatilidade dos mercados e exigem prudência de países emergentes.

No cenário doméstico, o Copom avaliou que a economia brasileira segue em processo de moderação gradual. Apesar da desaceleração observada em parte dos indicadores, o mercado de trabalho permanece aquecido e a demanda continua sustentando a inflação, o que justifica a manutenção de uma política monetária restritiva.

O Banco Central também destacou que a inflação acumulada ainda está acima do limite superior da meta. As expectativas do mercado permanecem elevadas, com projeções de 5,0% para 2026 e 4,2% para 2027, enquanto a estimativa do Copom para o primeiro trimestre de 2028, considerado o horizonte relevante da política monetária, é de 3,2%.

Na avaliação do Comitê, a política fiscal também influencia o comportamento da inflação. A ata reforça que medidas previsíveis, críveis e voltadas para a sustentabilidade das contas públicas contribuem para reduzir o prêmio de risco e favorecer a convergência da inflação à meta.

Entre os principais riscos para a inflação, o Copom cita uma possível desancoragem prolongada das expectativas, a persistência da inflação de serviços, impactos de choques externos, como petróleo e câmbio, e estímulos à demanda acima do esperado. Já entre os riscos de baixa estão uma desaceleração mais intensa da economia brasileira, enfraquecimento da atividade global e queda nos preços das commodities.

Ao justificar a decisão, o Comitê afirmou que a redução da Selic para 14% ao ano é compatível com a estratégia de levar a inflação de volta à meta ao longo do horizonte relevante. No entanto, ressaltou que o cenário atual, marcado por elevada incerteza e expectativas de inflação ainda desancoradas, exige “serenidade e cautela” na condução da política monetária. O Banco Central informou que continuará acompanhando os indicadores econômicos antes de definir os próximos passos em relação à taxa básica de juros.

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