Foto: Claudio Kbene/PR
O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou o processo que investigava supostas irregularidades nos gastos com viagens internacionais da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. A decisão também encerrou um pedido específico que questionava as despesas da viagem antecipada a Nova York, em setembro de 2025.
Segundo o tribunal, o caso já havia sido analisado em um processo mais amplo, no qual o plenário concluiu que não foram encontradas irregularidades na utilização de recursos públicos relacionados às missões da primeira-dama.
Na decisão, o TCU afirmou que, embora Janja não ocupe cargo público, sua atuação em agendas oficiais possui natureza de interesse público. O tribunal também considerou legal a estrutura de apoio disponibilizada pelo Gabinete Pessoal da Presidência.
A investigação teve origem em uma representação da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que questionava a equipe de apoio e as viagens internacionais da primeira-dama. Posteriormente, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara apresentou novos pedidos, incluindo um requerimento do deputado André Fernandes (PL-CE) sobre a viagem a Nova York.
Ao analisar o caso, os ministros entenderam que as viagens possuem respaldo na legislação e foram realizadas em agendas de caráter institucional e diplomático. O TCU também registrou que o Ministério Público Federal e a Justiça Federal já haviam analisado os fatos e não identificaram prejuízo ao patrimônio público. Com a decisão, o tribunal determinou o arquivamento definitivo do caso e o envio da decisão à Presidência da República e aos parlamentares responsáveis pelos questionamentos.



