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A equipe da pré-campanha do presidente Lula (PT) avalia que a taxação imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros pode render dividendos eleitorais ao petista, mas teme que declarações do próprio presidente atrapalhem essa estratégia. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Nos bastidores, o receio é de que Lula endureça o discurso contra os Estados Unidos e que parte do eleitorado passe a atribuir o tarifaço à condução das negociações pelo governo brasileiro.
De acordo com a coluna, a orientação da campanha é manter o presidente afastado das negociações e evitar embates públicos com integrantes do governo de Donald Trump.
As conversas ficariam concentradas nos ministérios da Fazenda, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A avaliação é que Lula poderá usar o episódio durante a campanha para reforçar críticas ao presidente norte-americano e apresentar o tarifaço como uma medida que prejudica o Brasil.
Cláudio Humberto também cita episódios que provocaram repercussão internacional, como a comparação feita por Lula entre a guerra em Gaza e o Holocausto, em 2024, além de declarações sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia.
Segundo o colunista, esse histórico explica a cautela de aliados diante do atual cenário.



