Ministério da Fazenda mantém previsão de crescimento do PIB em 2,3%

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O Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026, mas revisou para cima a estimativa da inflação. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,5% para 5,1%, segundo o Boletim Macrofiscal divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE).

O relatório também atualiza as perspectivas para os principais setores da economia, as contas públicas e a dívida do país, além de avaliar riscos que podem influenciar o desempenho econômico, como o cenário internacional, a alta dos preços da energia e a possibilidade de um fenômeno El Niño mais intenso.

Para os setores produtivos, a previsão de crescimento da agropecuária subiu de 1,2% para 1,8%, enquanto a estimativa para a indústria caiu de 2,2% para 2,1%. Já o setor de serviços permaneceu com expectativa de crescimento de 2,4%.

Segundo o Ministério da Fazenda, a atividade econômica deve continuar desacelerando nos próximos meses em razão dos efeitos dos juros elevados, com expectativa de recuperação gradual no fim de 2026.

A revisão da inflação considera, principalmente, a pressão dos preços dos alimentos, possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre a energia e os efeitos de um eventual El Niño na produção agrícola.

O boletim também aponta melhora nas expectativas para as contas públicas. A projeção do mercado para o déficit primário em 2026 caiu para R$ 58,1 bilhões, indicando uma perspectiva mais favorável para o equilíbrio fiscal.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o desempenho da economia nos próximos anos continuará dependendo da evolução do cenário internacional, da inflação, da política monetária e do comportamento das contas públicas.

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