O presidente do PP, Ciro Nogueira, tem sinalizado a interlocutores que “lavou as mãos” em relação a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que já o descreveu como “amigo-irmão”. As informações são da coluna de Bela Megale, do O Globo.
A ruptura ocorreu depois que Ciro soube que Vorcaro o citou na segunda proposta de delação, mencionando o pagamento de suposta propina. Antes disso, o senador tentava ajudar o banqueiro nos bastidores. As propostas de delação foram recusadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
Segundo a PF, Vorcaro ofereceu vantagens indevidas ao senador, como hospedagens em hotéis de luxo em viagens internacionais, o uso de um imóvel e acesso a cartão de crédito para despesas pessoais. Os investigadores apontam ainda repasses mensais que somariam ao menos R$ 6 milhões ao longo de cerca de 20 meses.
De acordo com a investigação, a contrapartida teria sido a apresentação da chamada “Emenda Master”, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito e beneficiaria diretamente o banco de Vorcaro. Ciro Nogueira nega as irregularidades.




