Ontem um cinegrafista da equipe do vereador Cabo Dayvison, de Mossoró, pré-candidato a deputado federal, foi assassinado barbaramente na cidade. Um trabalhador. Um profissional que fazia seu trabalho ao lado de um político eleito pelo povo de Mossoró. Perdeu a vida para a insegurança, para o desmantelo e para as facções que dominam o estado enquanto o governo Fátima Bezerra vende à imprensa o discurso de que a segurança pública no RN é um sucesso.
Que sucesso é esse?
Nos últimos anos, dois prefeitos foram assassinados no Rio Grande do Norte. Um ex-prefeito perdeu a vida no centro de Natal. Políticos sofreram atentados. O vereador Cabo Dayvison já foi alvo em Mossoró. Wendel Lagartixa foi alvo. O deputado Sargento Gonçalves foi alvo. São nomes que estavam em plena campanha e enfrentaram a brutalidade das facções que o governo estadual não controla, não combate e não derrota.
E agora a violência chegou mais perto ainda. Matou alguém que trabalhava ao lado de um pré-candidato a deputado federal, na segunda maior cidade do estado. Um cinegrafista. Uma vida ceifada pela omissão de quem deveria garantir a segurança de todos.
A coveira do RN Fátima Bezerra não tem condições de liderar os órgãos de segurança pública do estado numa eleição tão disputada e tão radicalizada como esta que se aproxima. Não tem capacidade técnica, não tem vontade política e não tem resultado concreto que justifique manter nas mãos dela a responsabilidade de garantir a integridade dos candidatos, dos parlamentares, dos trabalhadores e do eleitor potiguar.
Estamos indo para uma campanha eleitoral com radicalismo crescente, com facções dominando territórios em Mossoró, em Natal e no interior, com políticos sob ameaça e com a morte batendo na porta de quem faz política no RN. Esse cenário exige mais do que nota de pesar e discurso de palanque.
Exige intervenção federal na segurança pública do Rio Grande do Norte.
Não é exagero. É a conclusão lógica de quem acompanha os fatos com seriedade. Quando um estado não consegue proteger seus prefeitos, seus parlamentares e os profissionais que trabalham ao lado deles, o Estado falhou. E quando o Estado falha, a União tem o dever constitucional de agir.
O Blog cobra das autoridades federais uma resposta à altura da gravidade do que está acontecendo no RN. Antes que a próxima morte seja de um candidato. Ou de um eleitor que foi votar.




