Foto: Mandel NGAN / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) que o país realizará novos ataques contra o Irã, aumentando a tensão no Oriente Médio. Em declaração nas redes sociais, o republicano também voltou a mencionar a possibilidade de assumir o controle da Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano.
Segundo informações divulgadas pela imprensa americana, os ataques recentes tiveram como alvo radares, sistemas de defesa aérea e centros de controle de drones próximos ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de petróleo.
Apesar do discurso agressivo, Trump afirmou posteriormente que prefere evitar ataques a infraestruturas civis e indicou dúvidas sobre uma eventual operação mais ampla contra o território iraniano.
Analistas avaliam que uma ofensiva para controlar a Ilha de Kharg envolveria elevados riscos militares e políticos, além de possíveis baixas entre tropas americanas.
Ilha Kharg: entenda relevância estratégica de polo petrolífero iraniano que foi alvo de bombardeio dos EUA no Golfo Pérsico — Foto: Agência Espacial Europeia via AFP
A escalada também atingiu embarcações civis. Os Estados Unidos confirmaram ataques contra petroleiros acusados de transportar petróleo iraniano. Em uma das ações, três marinheiros indianos morreram, levando o governo da Índia a apresentar um protesto formal a Washington.
A retomada dos confrontos provocou reações internacionais. China, Rússia, Turquia e Arábia Saudita pediram contenção e defenderam a retomada das negociações diplomáticas para evitar uma ampliação da crise.
Em resposta aos ataques americanos, o Irã lançou ofensivas contra posições dos EUA em países do Golfo e anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz até nova ordem. A medida aumenta as preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de petróleo e na estabilidade da região.
A nova escalada ocorre após o colapso de mais uma tentativa de cessar-fogo entre os dois países, elevando os riscos de um confronto de maiores proporções no Oriente Médio.
Com informações de O Globo




