Fachin defende que magistrados priorizem o “silêncio institucional” e critica “protagonismo individual” de juízes

Foto: Ton Molina/STF

O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu nesta terça-feira (2) que magistrados priorizem o “silêncio institucional” em vez do “protagonismo individual”, especialmente em um cenário de forte polarização e exposição pública.

A declaração foi feita durante o Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial, realizado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Fachin afirmou que cada atitude de um magistrado influencia a imagem de todo o Judiciário.

“O singular se faz plural na unidade da magistratura. Cada audiência, cada sentença, cada decisão, cada manifestação pública, cada gesto, tudo comunica, tudo educa, tudo projeta para a sociedade uma determinada imagem da própria Justiça”, declarou.

Segundo o ministro, a era digital estimula a busca constante por visibilidade, mas isso exige cautela.

“Nem toda visibilidade fortalece instituições. Muitas vezes, o silêncio institucional vale mais do que o protagonismo individual. A sociedade espera que o juiz aplique as leis, observe a Constituição, faça Justiça e sirva de exemplo”, afirmou.

O presidente do STF também destacou que a credibilidade dos magistrados deve ser construída pela qualidade das decisões e pela discrição.

“Prudência e comedimento são virtudes que produzem confiança. Por isso, cada juiz e cada juíza devem ser empreendedores da confiança”, disse.

Fachin ainda defendeu a integridade dos magistrados dentro e fora dos tribunais.

“Não existe ética para a vida pública e outra para a vida privada. A integridade é indivisível”, afirmou.

Para o ministro, a confiança da sociedade no sistema de Justiça depende da transparência, da idoneidade e do comportamento ético dos juízes em todas as esferas da vida.

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