A final da Liga dos Campeões da UEFA 2025–26 coloca frente a frente neste sábado (30) dois defensores que ganharam status de pilares da seleção brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti.
De um lado estará Marquinhos, capitão do Paris Saint-Germain. Do outro, Gabriel Magalhães, titular do Arsenal FC. A decisão será disputada na Puskás Arena.
Dupla representa equilíbrio buscado por Ancelotti
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, a convicção de Ancelotti é que seleções campeãs precisam combinar força ofensiva e solidez defensiva. Nesse contexto, Marquinhos e Gabriel Magalhães aparecem como a principal aposta para formar a defesa brasileira na Copa do Mundo FIFA 2026.
O confronto também serve como uma prévia do Mundial. Ao todo, a decisão reúne 28 jogadores já convocados por seleções classificadas para a Copa, com destaque para a França, que terá seis representantes em campo.
Enquanto o Arsenal contará com atletas como Bukayo Saka, Declan Rice e Kai Havertz, o PSG terá nomes como Achraf Hakimi, Vitinha e Ousmane Dembélé.
Marquinhos destaca foco total na decisão
Apesar da proximidade da Copa do Mundo, Marquinhos afirmou que o elenco parisiense está concentrado exclusivamente na disputa da Champions League. “Uma final de Champions é tão importante quanto a Copa. Tem que estar muito concentrado, dar 100%, porque quero ganhar”, afirmou o defensor brasileiro.
O zagueiro também ressaltou o peso da partida. Segundo ele, muitos jogadores passam a carreira inteira sem disputar uma final do principal torneio de clubes da Europa.
Melhor ataque contra melhor defesa
A decisão reúne duas das principais forças da competição. O PSG chega à final com o melhor ataque da Champions, com 44 gols marcados em 16 jogos. Já o Arsenal apresenta a defesa menos vazada do torneio, com apenas seis gols sofridos durante a campanha.
Nesse cenário, Marquinhos e Gabriel Magalhães ganham protagonismo em um duelo que opõe poder ofensivo e consistência defensiva — combinação considerada essencial por Ancelotti para a seleção brasileira.
Números reforçam importância da dupla no Brasil
Desde a Copa América 2024, o Brasil disputou 18 partidas. Nas nove ocasiões em que Marquinhos e Gabriel começaram juntos, a equipe sofreu apenas cinco gols.
O retrospecto nesse período registra seis vitórias, dois empates e uma derrota. Já nos jogos em que a dupla não atuou completa, a seleção levou 12 gols e acumulou quatro derrotas.
Com Ancelotti, os dois atuaram lado a lado apenas duas vezes, mas participaram das vitórias por 3 a 0 sobre o Chile e por 2 a 0 diante do Senegal, sem sofrer gols.
Na Copa de 2026, Marquinhos deve disputar seu terceiro Mundial, enquanto Gabriel Magalhães poderá fazer sua estreia em uma Copa do Mundo.




