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As investigações da Polícia Federal na Operação Mederi avançaram e identificaram a mulher citada como “Fátima” na contabilidade clandestina apelidada pelos investigadores de “matemática de Mossoró”.
Trata-se de uma assessora de comunicação nomeada pelo então prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), segundo informações do De Fato.
De acordo com os áudios interceptados pela PF, os operadores do esquema detalhavam um rateio fixo sobre os contratos de compra de medicamentos. A divisão estabelecia o repasse de 15% para “o homem” — termo que a PF liga a Allyson — e 10% para a assessora “Fátima”.
O relatório aponta que o esquema movimentou R$ 22,7 milhões em seis municípios do RN por meio da distribuidora DisMed. Mossoró lidera o rendimento da rede de corrupção, concentrando 59% de todo o valor arrecadado, somando sozinho R$ 13,5 milhões entre os anos de 2021 e 2025.
A lista traz as cidade de Serra do Mel em segundo lugar, com R$ 4 milhões; José da Penha (R$ 1,5 milhão); Apodi (R$ 1,3 milhão); Paraú (R$ 1,3 milhão) e Pau dos Ferros (R$ 969 mil).
Diante do peso das novas descobertas apresentadas pelos investigadores federais, o desembargador Rogério Filho decidiu manter a tramitação do processo sob sua relatoria no TRF-5.




