Foto: Reprodução
A PGR (Procuradoria Geral da República) ainda analisa a proposta de delação premiada do fundador do Banco Master Daniel Vorcaro. A PF (Polícia Federal) rejeitou continuar com a negociação ao avaliar que ele omitiu informações.
A Procuradoria tem prerrogativa para conduzir as negociações de forma independente e pode seguir com as tratativas mesmo após a rejeição da PF.
No início do mês, a defesa de Vorcaro apresentou à PF e à PGR o documento no qual ele se compromete a devolver R$ 40 bilhões, mas com o pagamento parcelado ao longo de 10 anos. A avaliação no STF (Supremo Tribunal Federal) foi a de que o prazo era “muito elástico”, o que dificultaria a recomposição imediata dos cofres públicos.
Até então, a estratégia do advogado de Vorcaro, José Luis de Oliveira Lima, conhecido como Juca, era ganhar tempo para tentar, ao longo dos próximos meses ou anos, reverter o processo. O plano da defesa consistia em encontrar brechas na investigação para alegar eventuais nulidades processuais que poderiam beneficiar o empresário.
Tanto no STF quanto na PGR já havia insatisfação com a forma como Juca vinha apresentando a proposta de colaboração. A avaliação técnica foi que o parcelamento excessivo reduz a eficácia da recuperação de ativos, um dos pilares da lei de delação.
É necessária uma análise inicial da PF e da PGR sobre a utilidade dos dados e das informações para, eventualmente, encaminhar o acordo para a homologação no STF.




