Ibovespa cai 1,5%, acumula perdas de quase 7% em maio e atinge menor nível desde janeiro

Foto: Divulgação / B3

Ibovespa fechou em forte queda nesta terça-feira (19), recuando 1,52%, aos 174.278 pontos, no menor nível desde janeiro. O movimento amplia a sequência negativa do principal índice da bolsa brasileira, que acumula perdas de quase 7% no mês.

A combinação entre tensão geopolítica, saída de capital estrangeiro, pressão sobre o petróleo e ruídos políticos domésticos segue no radar dos investidores.

Guerra entre EUA e Irã

O conflito no Oriente Médio continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre os mercados internacionais.

Declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de adiar um ataque ao Irã chegaram a alimentar expectativas de redução das tensões, mas investidores ainda demonstram cautela diante da instabilidade na região.

O cenário aumenta o temor de impactos sobre inflação global, juros e crescimento econômico.

Petróleo segue pressionando mercado

As oscilações do petróleo também influenciaram diretamente a bolsa brasileira.

Apesar de a alta da commodity normalmente beneficiar ações da Petrobras e do setor de energia, investidores passaram a enxergar o avanço dos preços como um fator inflacionário capaz de dificultar cortes de juros no Brasil e no exterior.

O mercado também acompanha com atenção qualquer avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã, que poderia reduzir os preços internacionais do barril.

Saída de investidores estrangeiros pesa no Ibovespa

Outro fator que pressiona o índice é a retirada de recursos estrangeiros da B3.

A aversão ao risco global, somada às incertezas políticas e fiscais no Brasil, reduziu o fluxo de capital externo para a bolsa brasileira nas últimas semanas.

O movimento atinge principalmente ações mais sensíveis ao cenário econômico e à expectativa de juros.

Ruídos políticos seguem no radar

O ambiente político doméstico também contribuiu para o mau humor dos investidores.

Nos últimos pregões, o mercado repercutiu informações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master.

A percepção de aumento da instabilidade política e institucional em meio ao cenário pré-eleitoral adiciona volatilidade ao mercado brasileiro.

O que investidores acompanham agora

O foco do mercado segue concentrado em três frentes principais:

  • evolução do conflito entre EUA e Irã;
  • comportamento do petróleo internacional;
  • impactos sobre inflação e juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Além disso, investidores monitoram o fluxo de capital estrangeiro e os desdobramentos políticos internos, que continuam influenciando o humor da bolsa.

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