A Ypê informou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que pretende investir cerca de R$ 130 milhões em um plano de reestruturação da fábrica da empresa em Amparo, no interior de São Paulo.
A iniciativa ocorre após a empresa ter a venda de produtos suspensa em duas ocasiões pela Anvisa devido a problemas relacionados à contaminação microbiológica.
Plano prevê melhorias no tratamento de água
Segundo a empresa, o chamado Plano de Qualidade foi elaborado no fim de 2025 e reformulado nas últimas semanas após novas restrições impostas pela agência reguladora.
Entre as medidas anunciadas estão:
- implantação de sistemas avançados de tratamento de água;
- inauguração de laboratório de microbiologia com tecnologia farmacêutica;
- aumento da frequência de sanitização das instalações.
Anvisa ainda avalia recurso da empresa
A Anvisa deve julgar um recurso da empresa nesta sexta-feira (15), após retirar o tema da pauta anteriormente.
Segundo a agência, a apresentação do plano não significa aprovação automática das medidas propostas pela empresa.
“O foco da atuação da Anvisa permanece centrado na avaliação das condições de controle sanitário”, informou o órgão.
Inspeção apontou 88 “não conformidades”
De acordo com a própria Ypê, uma inspeção realizada em abril identificou 88 “não conformidades” na unidade industrial de Amparo.
A Anvisa também afirmou ter encontrado “fragilidades sistêmicas” na fábrica, classificando a situação como de “alto risco sanitário”.
Segundo relatório citado no processo, a empresa possuía 142 lotes de produtos com análises microbiológicas consideradas insatisfatórias.
Caso envolve denúncia da Unilever
As inspeções foram motivadas por denúncias apresentadas pela Unilever, dona de marcas como Omo, Comfort e Cif.
Segundo os relatos, análises teriam identificado a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da concorrente. A Anvisa afirma que a presença da bactéria foi confirmada por exames contratados pela própria Ypê.




