Governo mapeia cargos do centrão para demissões após votos contra Lula

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Lula pediu um levantamento de cargos ocupados por indicados do centrão no governo federal. O objetivo é demitir, sem alarde, quem colaborou com as recentes derrotas do Planalto no Congresso. A informação é da Folha de São Paulo.

As derrotas foram a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto presidencial ao projeto de dosimetria. A proposta reduz penas de condenados por tentativa de golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Secretaria de Relações Institucionais faz o levantamento dos cargos e analisa os nomes caso a caso. As demissões começaram pelos indicados de parlamentares que votaram pela derrubada do veto à Lei da Dosimetria.

O Planalto descartou um “exoneraço” para não registrar publicamente as derrotas no Diário Oficial. A ordem é que as saídas ocorram de forma gradual e em cargos da ponta dos órgãos públicos.

O cálculo do governo é que a troca de indicados por aliados aumenta o chamado “voto de estrutura” nas eleições. Prefeitos tendem a apoiar parlamentares alinhados ao Planalto quando há aliados em postos que liberam recursos e obras.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não será alvo das demissões em um primeiro momento. O governo mantém as pontes com ele por depender do Senado para votar propostas como as PECs do Suas e da Segurança Pública.

Após a derrota de Messias, o governo nomeou um indicado de Alcolumbre para uma diretoria da Codevasf. Também empenhados R$ 21,7 milhões em emendas individuais para o senador e R$ 249,2 milhões para o Amapá.

A PEC do fim da escala 6×1 está na Câmara e deve ser votada até o final de maio. O Planalto precisa aprová-la também no Senado até junho, antes da intensificação da pré-campanha e do início da Copa do Mundo.

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