União Europeia deixa Brasil fora de lista sanitária para exportação de carne

Foto ilustrativa/Pixabay

União Europeia publicou nesta terça-feira (12) uma lista de países autorizados a continuar exportando carne ao bloco dentro das novas regras sanitárias sobre o uso de antibióticos na pecuária. O Brasil ficou fora da relação.

Segundo autoridades europeias, o governo brasileiro ainda não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização de determinados antimicrobianos na criação de animais.

A nova legislação europeia proíbe o uso de antibióticos para acelerar crescimento ou aumentar produtividade animal.

As regras também vetam a utilização, na pecuária, de medicamentos considerados essenciais para o tratamento de infecções humanas.

A medida integra a política da União Europeia para combater a resistência bacteriana e reduzir o uso excessivo de antimicrobianos na produção animal.

Países latino-americanos foram incluídos

Na lista divulgada por Bruxelas aparecem países como:

  • Argentina;
  • Colômbia;
  • México.

Segundo a UE, esses países atenderam às exigências sanitárias exigidas pelo bloco.

Apesar disso, nenhum deles possui volume de produção e exportação comparável ao do Brasil, atualmente o maior exportador mundial de carne bovina.

China segue como principal destino da carne brasileira

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a União Europeia não está entre os dez maiores compradores de carne bovina brasileira.

Os principais destinos das exportações brasileiras são:

  • China;
  • Estados Unidos;
  • Rússia.

Lista pode ser atualizada

Autoridades europeias indicaram que a relação de países autorizados poderá ser revisada em breve, caso o Brasil apresente as informações solicitadas.

A divulgação ocorre em meio à pressão de agricultores europeus, especialmente da França, após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

UE diz que medida demonstra “rigor sanitário”

O comissário europeu para AgriculturaChristophe Hansen, afirmou que a decisão busca garantir igualdade de exigências entre produtores europeus e importadores.

Nossos agricultores seguem alguns dos padrões sanitários mais rigorosos do mundo”, afirmou.

A medida foi interpretada por setores diplomáticos e comerciais como um gesto político e regulatório diante das críticas de produtores rurais europeus ao acordo com o Mercosul.

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