O senador Ciro Nogueira reagiu publicamente nesta sexta-feira após ser alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal na investigação envolvendo o Banco Master.
Em publicação nas redes sociais, o presidente nacional do Progressistas afirmou que há uma tentativa de “manchar” sua honra e associou o episódio a perseguições políticas sofridas em eleições anteriores.
Senador citou eleições passadas
Sem mencionar diretamente a investigação, Ciro declarou que “todo ano político é a mesma coisa” e afirmou que tentam impedir candidatos que lideram pesquisas eleitorais. O senador relembrou as eleições de 2018 e disse que também teria sido alvo de ataques naquele período.
“Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário”, escreveu.
Além disso, Ciro afirmou que acusações anteriores contra ele foram derrubadas pelo “devido processo legal” e questionou quem devolveria sua honra após o que classificou como “ataques sem fundamento”.
Ciro descarta deixar o mandato
Na mensagem publicada após a operação, o senador afirmou que não pretende abrir mão do cargo.
De acordo com o jornal O GLOBO, aliados dizem que Ciro não trabalha com a hipótese de renunciar ao mandato, apesar de ter declarado anteriormente que deixaria o Senado caso surgisse “alguma denúncia comprovada” relacionada ao caso Master.
Agora, o parlamentar afirma que seguirá no cargo e declarou que os acontecimentos lhe dão “mais energia para lutar” pelo estado do Piauí.
PF investiga supostas irregularidades envolvendo Banco Master
A operação faz parte da investigação denominada Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
A PF apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro ligados ao Banco Master.
Segundo a corporação, Ciro Nogueira aparece como possível “destinatário central” de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas à instituição financeira. A defesa do senador nega qualquer irregularidade.
Aliados prestaram apoio ao senador
Após a operação, Ciro permaneceu recluso em casa durante a quinta-feira, orientado por advogados a evitar aparições públicas.
O senador recebeu ligações de integrantes da bancada do PP na Câmara e no Senado, além de visitas de aliados próximos, entre eles o líder do partido na Câmara, Doutor Luizinho.
Nos bastidores, porém, lideranças do Centrão passaram a adotar cautela pública diante dos desdobramentos da investigação envolvendo o Banco Master.




