O agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos baleado durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca recebeu alta hospitalar neste domingo (26). Segundo o chefe de comunicações da corporação, Anthony Guglielmi, o uso de colete à prova de balas foi decisivo para evitar consequências mais graves.
Após os disparos, o presidente Donald Trump foi retirado às pressas do hotel Washington Hilton por agentes de segurança. Em declaração na Casa Branca, ele afirmou ter conversado com o agente ferido. “Ele está muito animado… é um cara muito orgulhoso do que faz”, disse.
Suspeito detido e investigação
Trump confirmou que o autor dos tiros foi detido e o classificou como “uma pessoa muito doente”. Segundo o presidente, autoridades realizaram buscas no apartamento do suspeito para esclarecer a motivação do crime. Ele também afirmou acreditar que se trata de um “lobo solitário”.
De acordo com o jornal The New York Times, o atirador foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador da Califórnia. A informação foi confirmada por agentes sob condição de anonimato.
Pânico durante evento oficial
O ataque ocorreu poucos minutos após o início da cerimônia, quando convidados — entre autoridades e jornalistas — estavam reunidos no salão principal. Um barulho forte gerou pânico, e um agente chegou a alertar: “Disparos efetuados”.
O local foi rapidamente cercado por agentes armados, enquanto uma operação de emergência retirava autoridades. O FBI confirmou que o suspeito está sob custódia.
Entre os presentes estavam a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e integrantes do alto escalão do governo, como Robert F. Kennedy Jr., Scott Bessent, Tulsi Gabbard, Sean Duffy e Karoline Leavitt, que foram escoltados durante a confusão.
Histórico de ataques
Trump também comentou que já enfrentou episódios semelhantes. Em julho de 2024, foi atingido de raspão na orelha durante um comício na Pensilvânia. Meses depois, foi retirado às pressas de um campo de golfe na Flórida após um homem armado ser neutralizado por agentes.
Questionado sobre possível relação do ataque com tensões internacionais, como a guerra com o Irã, Trump afirmou que “acha que não” e disse que o episódio não afetará sua atuação política.




