A retirada às pressas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após sons de disparos durante um evento com autoridades e jornalistas, fez o hotel Washington Hilton voltar ao centro de um episódio traumático envolvendo um chefe de Estado americano neste sábado.
Segundo o O Globo, o local já havia sido palco de um atentado em 30 de março de 1981, quando o então presidente Ronald Reagan foi baleado após deixar um discurso no mesmo hotel. Na ocasião, Reagan caminhava em direção à limusine quando foi surpreendido por John Hinckley Jr., que efetuou disparos e o feriu, provocando a perfuração de um pulmão e a necessidade de cirurgia.
Hinckley foi detido no local e levado a julgamento. O caso ganhou notoriedade ao ser associado à suposta intenção do atirador de impressionar a atriz Jodie Foster, que havia estrelado o filme Foxes e já era reconhecida por sua atuação em Taxi Driver.
Nos tribunais, Hinckley não foi condenado por tentativa de magnicídio devido à alegação de insanidade. Ele passou mais de 30 anos internado em um hospital psiquiátrico em Washington e, em 2016, foi liberado para morar com a mãe, na Virgínia, sob restrições. Após a morte dela, em 2022, a Justiça americana retirou as últimas medidas impostas ao ex-atirador, decisão contestada pela família de Reagan.
Em 2023, aos 68 anos, Hinckley voltou a chamar atenção ao lançar um álbum de música folk, tema de reportagem da revista Fortune, que destacou ainda a criação de um canal no YouTube com mais de 32 mil seguidores e dezenas de vídeos com músicas autorais e covers de Bob Dylan e Elvis Presley.




