Correios acumulam 14 trimestres de prejuízo

Os Correios divulgou nesta quinta-feira (23) um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, ampliando a sequência negativa para 14 trimestres consecutivos no vermelho desde o fim de 2022.

Do total, R$ 6,4 bilhões estão ligados ao pagamento de precatórios — dívidas judiciais já definitivas — apontados como o principal fator do rombo. A empresa também registrou queda de 11,35% na receita, que somou R$ 17,3 bilhões, impactada sobretudo pela redução de mais de 60% nas encomendas após mudanças na tributação de importações.

Parte das despesas, segundo a estatal, decorre de passivos herdados de gestões anteriores, incluindo R$ 2,63 bilhões reservados para ações trabalhistas.

Os números contrastam com o período do governo Jair Bolsonaro, quando os Correios chegaram a registrar resultados superavitários. Desde então, a estatal voltou a apresentar déficits recorrentes. Para tentar equilibrar as contas, a empresa lançou programas de demissão voluntária e contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos, incluindo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.

A operação conta com garantia da União, o que transfere ao governo o risco em caso de inadimplência. Além disso, existe a ampliação do limite para novos empréstimos, podendo chegar a mais R$ 8 bilhões. Mesmo com as medidas, o cenário segue com aumento de despesas, queda de receitas e dependência de crédito para manter as operações.

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