Irã volta atrás e mantém controle do Estreito de Ormuz

O Irã voltou atrás neste sábado e decidiu manter sob controle rigoroso o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito global. A mudança ocorre em resposta à continuidade do bloqueio imposto pelos Estados Unidos a embarcações ligadas ao país.

Em comunicado, autoridades militares iranianas afirmaram que o estreito retornou ao seu “estado anterior” e seguirá sob vigilância enquanto as restrições americanas continuarem. Pouco depois, relatos de segurança marítima indicaram disparos contra um navio-tanque na região, além de registros de ao menos três ataques atribuídos ao Irã.

Escalada de tensão e negociações

Inicialmente, Teerã havia sinalizado a liberação parcial da rota para petroleiros e navios comerciais durante um período de trégua. No entanto, segundo o governo iraniano, a continuidade das ações americanas levou à reversão da decisão.

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que a Marinha do país está preparada para reagir, enquanto o presidente americano, Donald Trump, criticou a postura do Irã e disse que o país não pode usar a situação como forma de pressão.

Apesar do aumento das tensões, autoridades iranianas informaram que ainda analisam propostas de negociação apresentadas com mediação do Paquistão. Ao mesmo tempo, esforços diplomáticos continuam em andamento, incluindo encontros entre representantes dos países envolvidos.

Impactos no mercado e cenário de guerra

A indefinição sobre o controle do estreito aumentou a incerteza no mercado global de energia. Antes do conflito, cerca de 120 navios atravessavam diariamente a região, número que caiu drasticamente nos últimos dias.

Na véspera, um anúncio de possível reabertura havia gerado otimismo e queda no preço do petróleo. No entanto, a mudança de posição voltou a pressionar os mercados e reacendeu preocupações sobre o abastecimento global.

O cenário ocorre em meio à guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, iniciada no fim de fevereiro, e às negociações por um acordo mais amplo. Paralelamente, um cessar-fogo no Líbano trouxe algum alívio regional, embora episódios de violência ainda sejam registrados.

Diante desse contexto, autoridades afirmam que as negociações seguem, mas ressaltam que novas escaladas podem ocorrer caso não haja avanço diplomático.

Com informações do O GLOBO

Deixe um comentário

Rolar para cima